Convergence Report · Q3 2026

O banco usou a IA para encolher. Depois emprestou dinheiro para construir mais IA. Depois o preço do dinheiro mudou.

No Q3 2026 os serviços financeiros pararam de falar da IA como programa piloto. Os maiores bancos e redes de pagamento a reportaram em quadro de pessoal e em indenizações, e a Mastercard começou a testar um score de risco para pagamentos iniciados por agentes de IA. No mesmo trimestre, com a energia em alta, o Fed subiu os juros, o Treasury de 10 anos passou de 5% e a inadimplência do crédito privado bateu recorde, enquanto os bancos financiavam os data centers dos quais depende toda a tese da IA. O setor fechou o trimestre comprado em IA nas duas pontas do balanço.

Setor
Financial Services
Edição
Q3 2026
Período
Jul · Set 2026
Páginas
6
Convergence Radar · Q3 2026
AI5/5
Energy3/5
Quantum3/5
Robotics1/5
Health Evo1/5

Primeira edição de Financial Services; estes scores definem a base. O card provisório colocava Quantum em 5. A evidência do período mostra supervisores se mexendo sem prazos vinculantes para as instituições, então fica em 3.

Página 02 · A Folha

A IA saiu do slide de inovação e foi para a linha do quadro de pessoal.

As teleconferências de resultados do Q2, em meados de julho, foram a rodada em que os maiores bancos dos EUA ligaram a IA a empregos com palavras simples. Jamie Dimon disse aos analistas em 14 de julho que o JPMorgan tinha "áreas específicas em que reduzimos vagas em 30% ou 40%", com a maioria dessas pessoas realocada. Ele também citou quase 1.000 casos de uso de IA, e a projeção de despesas ajustadas do banco ficou em cerca de US$ 107,5 bilhões.

A análise continua por quatro capítulos